Projeto do ICC, com patrocínio da EDP, conecta mudanças climáticas, segurança energética e realidade do território em escolas públicas
Em setembro, o Luz da Consciência – Educação ambiental para o uso sustentável da energia, projeto realizado pelo Instituto Conservação Costeira (ICC), com patrocínio da EDP, avançou com as atividades de educação climática e redução de riscos em duas escolas públicas de São Sebastião.
A iniciativa envolve 57 estudantes: 27 alunos do 2º ano do Ensino Médio Técnico em Meio Ambiente da Escola Estadual Plínio Gonçalves de Oliveira, em Juquehy, e 30 estudantes do 7º ano da Escola Municipal Mathew Lucca Damasceno, em Camburi.
A proposta do projeto é aproximar os estudantes de temas como mudanças climáticas, prevenção de riscos e uso seguro e sustentável da energia, relacionando o conteúdo trabalhado em sala de aula às situações que fazem parte do cotidiano do Litoral Norte.



Do clima global à realidade de São Sebastião
Durante o primeiro módulo, os estudantes aprenderam conceitos fundamentais sobre tempo e clima, sistema climático, aquecimento global e efeito estufa. A partir desses conteúdos, as aulas avançaram para uma discussão sobre como as mudanças climáticas e os eventos extremos podem afetar o território e a infraestrutura local, incluindo a rede de distribuição de energia.
Um dos exercícios foi relacionar a ocorrência de chuvas intensas às principais ameaças identificadas pelos próprios estudantes na região: deslizamentos, alagamentos e ressacas marítimas.
As atividades também trabalharam a diferença entre ameaça e vulnerabilidade. Os alunos compreenderam que, embora determinados fenômenos naturais não possam ser evitados, é possível reduzir os impactos por meio de medidas como infraestrutura adequada, planejamento, fiscalização ambiental e habitação segura.
A parceria entre o ICC e a EDP possibilita levar esses temas para dentro das escolas e conectar a educação climática aos desafios vivenciados no território. A proposta do Luz da Consciência é que os jovens não sejam apenas receptores de informação, mas possam observar os problemas do próprio território, identificar riscos e pensar em soluções possíveis para a comunidade.

