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No dia 26 de março, o Instituto Conservação Costeira recebeu a visita técnica da CETESB nas áreas em processo de recuperação do Projeto Restaura Litoral Norte, em São Sebastião (SP). A vistoria teve como objetivo avaliar os avanços da regeneração ambiental e acompanhar o cumprimento das diretrizes estabelecidas no TCRA (Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental), firmado com a Concessionária Tamoios.

A agenda contou com a presença do diretor-presidente da CETESB, Thomaz Miazaki de Toledo, além de representantes do ICC e parceiros envolvidos na execução do projeto, como a Concessionária Tamoios e a Atlântica Consultoria Ambiental.

A iniciativa atua na recuperação de mais de 853 cicatrizes de deslizamentos causados pelas chuvas extremas de 2023, que impactaram profundamente o município de São Sebastião. Em áreas de difícil acesso na Serra do Mar, o projeto adotou soluções inovadoras, como a semeadura aérea com drones, permitindo a dispersão de sementes nativas da Mata Atlântica encapsuladas em biocápsulas, acelerando o processo de regeneração natural da vegetação.

O desenvolvimento técnico da iniciativa conta com o apoio da Atlântica Consultoria Ambiental, a aplicação de tecnologia pela Ambipar e as diretrizes e suporte da Fundação Florestal, fundamentais para a condução das atividades em áreas protegidas.

Durante a vistoria, foram observados avanços significativos na regeneração das encostas. Monitoramentos recentes indicam taxa superior a 70% de recuperação da vegetação nativa em diversas áreas, com destaque para o desenvolvimento de espécies pioneiras, que desempenham papel essencial na proteção do solo e na redução do risco de novos deslizamentos.

“A gente está muito satisfeito com a evolução da mata”, destacou Thomaz Miazaki de Toledo. Segundo ele, em cerca de dois anos já é possível observar a cobertura vegetal se restabelecendo, com diminuição significativa das áreas de solo exposto.

Além da restauração ecológica, o projeto incorpora um importante componente social. Por meio de iniciativas como o Projeto Escolas Seguras, desenvolvido pelo ICC em parceria com o Cemaden Educação e a rede municipal de ensino, estudantes e comunidades locais participam de ações voltadas à educação ambiental, monitoramento de riscos e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo a diretora executiva do Instituto Conservação Costeira, Fernanda Carbonelli, a recuperação do território após o desastre exigiu uma abordagem que combinasse restauração ambiental e fortalecimento das comunidades locais.

“Desde o início, entendemos que restaurar a floresta era essencial, mas não suficiente. Depois de um evento tão extremo, também era necessário investir em educação climática, informação e mobilização social para fortalecer a segurança da população. A restauração ambiental precisa caminhar junto com a construção de comunidades
mais preparadas e resilientes diante das mudanças climáticas”, afirma.

O Projeto Restaura Litoral Norte é resultado de uma articulação entre diferentes atores e representa um modelo inovador de compensação socioambiental, ao integrar tecnologia, ciência e engajamento comunitário na recuperação de áreas degradadas.

O ICC segue avançando na implementação das ações, contribuindo para a regeneração da Mata Atlântica, a redução de riscos de desastres e o fortalecimento da resiliência das comunidades do Litoral Norte.

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